sábado, 19 de dezembro de 2009

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

A tecnologia Assistiva parece-nos um termo um tanto diferente dos que utiliza-se no cotidiano. Na verdade é compreensível e explicável. Trata-se de um termo novo, que engloba todo conjunto de produtos especiais, que de certa forma, contribui para a facilitar uma vida mais independente de pessoas com necessidades especiais físicas. Essa facilidade remete a um possível melhoramento da qualidade de vida, manutenção ou devolução das capacidades especiais. Para Cook e Hussey (1995): Definem a Tecnologia Assistiva embasados no conceito do Ada- American with Disabilites Act, como uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e préticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências(entendida como uma manifestação corporal ou perda de uma estrutura ou função do corpo.
Os artefatos originados da Tecnologia Assistiva são muito variados. Pode-se incluir por exemplo brinquedos e roupas adaptadas, computadores e softwares, aparelhos de comunicação com aumento relativizando com o nível do deficit, chaves e acionadores especiais, dispositivos para sentar e posicionar, automóveis e dispositivos para adaptação para mobilidade manual e elétrica, aparelhos auditivos, auxílios visuais, próteses e órteses, entre muitos mais. O Portal Nacional de Tecnologia Assistiva contribui nesse aspecto relacionando um catálogo com uma infinidade de produtos referentes a tecnologia assistiva- disponível em -.
Atualmente o Governo Federal procura meios eficazes para corresponder as demandas da sociedade que esta cada vez mais diversificada, ou seja, adotada pelo modelo democrático de sociedade. É um esforço que se faz para concentrar esforços no sentido de dissipar barreiras sociais para a construção de uma sociedade de inclusão.
O MCT- Ministério da Ciência e Tecnologia- é responsável pelas políticas nacionais em ciência, tecnologia e inovação. Por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social- SECIS, tem procurado estimular iniciativas que permitam a assimilação dos conhecimentos de ciência e tecnologia pelas camadas da população mais desprovidas do Brasil, desta forma, colaborando para a inclusão desse universo de pessoa no processo de desenvolvimento do país
A classificação Internacional, Norma ISO 9.999, utiliza a denominação de Ajudas Técnicas e estabelece uma classificação tendo por base três níveis hierárquicos. Os dois primeiro(classe e sub classe) baseiam-se, fundamentalmente, em critérios funcionais(objetivo da TA) e o último nível (divisão) baseia-se em critérios, acima de tudo, de comercialização(tipologia da ajuda técnica). São dez classes assim definidas: Classe 03- ajudas para terapia e treinamento; Classe 03 Prótese e órteses; Classe 09- ajudas para cuidados pessoais e proteção; Classe 18- mobiliário e adaptações para residências e outros locais; Classe 21- ajudas para comunicação, sinalização e informação; Classe 24- ajuda para o manuseio de bens e produtos; Classe 27- ajudas e equipamentos para melhorar o ambiente, ferramentas e máquinas; Classe 30- ajudas para o lazer.
A Tecnologia Assistiva comporta uma quantidade enorme de possibilidades do desempenho humano, desde tarefas básicas de auto cuidado (mobilidade, comunicação, manutenção do lar, preparo de alimentos, tarefas ocupacionais), até atividades de lazer e trabalho.
Infelizmente o uso da Tecnologia Assistiva no Brasil ainda é restrito, tanto para instrumentos de alta tecnologia, como para menos sofisticados, os que auxiliam a realização das atividades do cotidiano(higiene pessoal, alimentação, vestuário, manuseio de livro, manuseio de telefones, escrita, entre outros). Os motivos são os mais variados: falta de conhecimento do público usuário a respeito das Tecnologias Disponíveis; falta de orientação aos usuários pelos profissionais da área de reabilitação; alto custo; carência de produtos no mercado; falta de financiamento para pesquisas; entre outros.
Entretanto, a falta de uma “forte política pública” de incentivo a desenvolvimento e à produção de Tecnologia Assistiva no Brasil, contribui fortemente para que a sociedade e geral desconheça o potencial dessa Tecnologia para a autonomia de idosos e de pessoas com necessidades especiais e suas real contribuição para o melhoramento da qualidade de vida e de prática de atividades essenciais e corriqueiras.

PERGUNTA

Quais são as Tecnologias Assistivas mais aptas a satisfazer as condições atuais na nossa região? Quais são as maiores barreiras para a utilização dessas Tecnologias? E como podemos enfrentar essas barreiras?

6 comentários:

  1. Como apresentou o grupo, o uso das tecnologias assistivas ainda é muito limitado no Brasil. Talvez a maior dificuldade para a utilização das mesmas se encontre no alto custo dos produtos, o que poderia ser resolvido com uma ação mais efetiva do Estado em investimentos, pesquisas, e criação dessas tecnologias, assim o produto nacional alcançaria muito mais pessoas. Não acredito que as instituições de ensino atualmente tenham à disposição os recursos de acessibilidade para alunos com necessidades especiais.
    Essas adaptações físicas e espaciais requerem tempo, assim como a preparação dos profissionais de educação, no entanto, não pode haver conformismo.
    É preciso exigir do poder público a assistência dessas tecnologias para que as pessoas com necessidades especiais possam ter independência e uma qualidade de vida melhor, e isto é um direito delas.

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  2. Apendemos que as tecnologias assistivas estão presentes no nosso dia-a-dia com grande intensidade para melhorar não só a vida daqueles que possuem alguma deficiência mas também nossas vidas. Muito ainda é preciso se fazer para que a verdadeira inclusão aconteça e mesmo que lentamente esse caminho vem sendo trilhado,um aluno com deficiência físico-motora deve oferecer carteiras e cadeiras adaptadas com faixas de contenção para tronco e apoio para pés,os banheiros devem oferecer barras que permitam uma maior independência.Além disso, a escola pode fazer qualquer outra adaptação que julgar necessário, a fim de permitir um melhor desempenho do portador de deficiência nas suas atividades de vida prática e cotidiana.

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  3. Concordo com o Bruno, mas tem a questão, talvez seja menos importante em relação à colocação anterior, que quanto menor o grau de visibilidade do recurso e maior a aceitação deste pela sociedade menor a possibilidade de ser abandonado pelo deficiente, pois a eficácia e o uso real do equipamento pelo usuário dependem de como ele e a comunidade que o cerca aceitam e compreendem a necessidade deste equipamento.

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  4. Pelo que vejo algumas tecnologias assistivas são mais utilizadas que outras. Também concodo com o Bruno, a maioria das escolas ainda não são totalmente adaptaveis para todas as deficiencias, muitas vezes só se começa a pensar nisso quando aluno apresenta alguma, e para que a escola se adapte realmente leva tempo, e nesse tempo são as pnee que são prejudicadas.

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  5. Sabemos que todos têm diretio de ter acesso a educação, todavia as tecnologias assistivas demandam grandes investimentos,é claro que o poder público possui verbas pra isso, mas segue um conflito: ainda hj vemos crianças não indo à escola por falta de comida, assim nos vemos muitas vezes tendo que fazer uma escolha (tendenciosa por si só), entre dar prioridade para que o governo ofereça essas tecnologias ou para que deixe isso novamente em segundo plano para supostamente resolver outras dificuldades ditas mais importantes.

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  6. Um dos maiores limitante ao uso de tecnologias assistivas é a falta de apoio e investimento do poder público. Algumas, entretanto, não necessitam grandes recursos, como é o caso dos acessórios para facilitar os deficientes no manuseio de lápis e canetas. Muitas estratégias podem ser confeccionadas pelo próprio professor: mapas em alto relevo para deficiente visuais, por exemplo. Além disso, é necessário o conhecimento da legislação sobre o assunto, visto que assim podemos exigir certo direitos previstos, como o dispositivo que garante o uso de um notebook para alunos do ensino superior.

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