Os artefatos originados da Tecnologia Assistiva são muito variados. Pode-se incluir por exemplo brinquedos e roupas adaptadas, computadores e softwares, aparelhos de comunicação com aumento relativizando com o nível do deficit, chaves e acionadores especiais, dispositivos para sentar e posicionar, automóveis e dispositivos para adaptação para mobilidade manual e elétrica, aparelhos auditivos, auxílios visuais, próteses e órteses, entre muitos mais. O Portal Nacional de Tecnologia Assistiva contribui nesse aspecto relacionando um catálogo com uma infinidade de produtos referentes a tecnologia assistiva- disponível em
Atualmente o Governo Federal procura meios eficazes para corresponder as demandas da sociedade que esta cada vez mais diversificada, ou seja, adotada pelo modelo democrático de sociedade. É um esforço que se faz para concentrar esforços no sentido de dissipar barreiras sociais para a construção de uma sociedade de inclusão.
O MCT- Ministério da Ciência e Tecnologia- é responsável pelas políticas nacionais em ciência, tecnologia e inovação. Por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social- SECIS, tem procurado estimular iniciativas que permitam a assimilação dos conhecimentos de ciência e tecnologia pelas camadas da população mais desprovidas do Brasil, desta forma, colaborando para a inclusão desse universo de pessoa no processo de desenvolvimento do país
A classificação Internacional, Norma ISO 9.999, utiliza a denominação de Ajudas Técnicas e estabelece uma classificação tendo por base três níveis hierárquicos. Os dois primeiro(classe e sub classe) baseiam-se, fundamentalmente, em critérios funcionais(objetivo da TA) e o último nível (divisão) baseia-se em critérios, acima de tudo, de comercialização(tipologia da ajuda técnica). São dez classes assim definidas: Classe 03- ajudas para terapia e treinamento; Classe 03 Prótese e órteses; Classe 09- ajudas para cuidados pessoais e proteção; Classe 18- mobiliário e adaptações para residências e outros locais; Classe 21- ajudas para comunicação, sinalização e informação; Classe 24- ajuda para o manuseio de bens e produtos; Classe 27- ajudas e equipamentos para melhorar o ambiente, ferramentas e máquinas; Classe 30- ajudas para o lazer.
A Tecnologia Assistiva comporta uma quantidade enorme de possibilidades do desempenho humano, desde tarefas básicas de auto cuidado (mobilidade, comunicação, manutenção do lar, preparo de alimentos, tarefas ocupacionais), até atividades de lazer e trabalho.
Infelizmente o uso da Tecnologia Assistiva no Brasil ainda é restrito, tanto para instrumentos de alta tecnologia, como para menos sofisticados, os que auxiliam a realização das atividades do cotidiano(higiene pessoal, alimentação, vestuário, manuseio de livro, manuseio de telefones, escrita, entre outros). Os motivos são os mais variados: falta de conhecimento do público usuário a respeito das Tecnologias Disponíveis; falta de orientação aos usuários pelos profissionais da área de reabilitação; alto custo; carência de produtos no mercado; falta de financiamento para pesquisas; entre outros.
Entretanto, a falta de uma “forte política pública” de incentivo a desenvolvimento e à produção de Tecnologia Assistiva no Brasil, contribui fortemente para que a sociedade e geral desconheça o potencial dessa Tecnologia para a autonomia de idosos e de pessoas com necessidades especiais e suas real contribuição para o melhoramento da qualidade de vida e de prática de atividades essenciais e corriqueiras.
PERGUNTA
Quais são as Tecnologias Assistivas mais aptas a satisfazer as condições atuais na nossa região? Quais são as maiores barreiras para a utilização dessas Tecnologias? E como podemos enfrentar essas barreiras?