segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Surdez

CONCEITO: Cotidianamente determinamos a surdez como a perda da capacidade de ouvir, a perda do som em seu aspecto natural, incapacidade de compreender a fala humana.

Causas:
- Infecções nos ouvidos, especialmente as repetidas, prolongadas, doenças e a exposição freqüente a barulho muito alto também podem causar a perda auditiva.
- Doenças adquiridas pela mãe durante a gravidez, que podem ter como conseqüência a surdez : Rubéola; Sífilis; Toxoplasmose; Herpes; Intoxicações intra-uterinas; Agentes Físicos (como, por exemplo, o raio-X); Alterações; Endócrinas (Diabetes ou Tiróide); Carências Alimentares.

BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DOS SURDOS NO BRASIL:


* LIBRAS

- Introduzida pelo Francês Edward Huet (1857) que traz a língua de sinais e o alfabeto manual para o Brasil.
- O Congresso Internacional de Educadores de Surdos em Milão, 1880, proíbe o uso da Língua de Sinais pelos professores ouvintes, os professores surdos foram excluídos da votação.
- A partir dos anos 60 inicia uma nova fase na Educação de Surdos, resgate da Língua de Sinais e Cultura surda

A língua de sinais brasileira – Libras, embora reconhecida em território nacional, desde abril de 2002, segue desconhecida pela imensa maioria da população. É uma língua completa, organizada, com estrutura própria, não é apenas mímica, nem apenas gestos. É produzida pelo corpo, especialmente as mãos.

TENDÊNCIAS EDUCACIONAIS

As tendências de educação escolar para alunos com surdez estão centradas ora na inserção desses alunos na escola comum/ e ou classes especiais, ora na escola para surdos. Existindo três tendências educacionais de maior destaque:
-> Oralista: a qual capacita a pessoa com surdez para utilizar a língua da comunidade ouvintes, na modalidade oral, como única possibilidade lingüística (uso da voz e da leitura labial), tanto na vida escolar como social;
-> Comunicação Total: faz uso de diversificados recursos para efetivar a comunicação, embora não dê a devida importância à língua dos sinais;
-> Bilingüismos: visa capacitar a pessoa para utilizar as duas línguas (sinais e oral), no cotidiano escolar e social

Em relação à Educação de Surdos, existe uma grande problematização em relação à inclusão, uma divisão muito grande de opiniões em relação aos alunos surdos terem direito ou não de uma Escola Especial para Surdos. Na cidade de Santa Maria, este discurso é muito presente em Debates de Educação, pesquise sobre esse assunto, e comente sua opinião sobre a Inclusão de alunos Surdos.

13 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Acredito que a escolhe de uma inclusão social dos surdos cabe mais aos portadores dessa deficiência do que a sociedade ou governo em questão. É necessário 'abrir esta porta' para que os mesmos tenham a possibilidade de estudar nas escolas tradicionais porém a escolha de estudar ou nao, acredito que seja deles. Muitos surdos não pretendem, nem gostariam de ser incluídos em salas de aula junto com pessoas não surdas. Porém, muitos talvez tenham receio de uma possível discriminação e preconceito e essa seja a barreira que os impeça de buscar a inclusão escolar.
    Acredito que as escolas devem propiciar um ensino o mais igualitário possível para estes alunos, exigindo que seus profissionais aprendam libras e ensinando os alunos que conviverão com os alunos portadores de surdez a língua dos sinais assim permitindo que este aluno se sinta realmente incluído.

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  3. Sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais creio que é uma discussão ampla para esse assunto que põe tantas pautas relacionadas a essa inclusão mas na minha opinião essa inclusão em escolas ditas normais não é uma grande escolha pois o aluno se sentira deslocado do resto da turma isso ocasionara um rendimento baixo vindo do aluno surdo como na cidade tem escolas especiais para eles é melhor um lugar que eles se sintam iguais a todos da turma e a educaçõa será de uma forma igual.

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  4. Acredito que a inclusão é possível, desde que a instituição de ensino esteja apta a isso, com salas e material adequados às práticas pedagógica),com metodologias coerentes, e pessoal capacitado, isto é, professores especializados e/ou intérpretes. Pois a inclusão não significa apenas inserir o aluno surdo numa sala de ensino comum, mas respeitar suas diversidades e atender as suas especificidades.
    No mais é necessário verificar se a criança surda está preparada para freqüentar uma classe comum e se de fato é desejo do aluno fazer parte da escola regular.

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  5. Acredito que a escolha de frenquentar uma escola regular ou uma escola especial deve ficar a cargo do portador de deficiência auditiva. Sabemos que a maioria dos professores não possui conhecimento suficiente para lecionar em libras e que a maioria das escolas públicas não tem condições de oferecer um “tradutor” para a língua de sinais (por mais que isso seja um direito do aluno), desta forma por mais que haja um esforço por parte dos professores e do aluno as dificuldades serão muitas e quem deve decidir se quer enfrenta-las é o aluno portador da deficiência auditiva

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  6. Acho que a decisão de incluir surdos em classes regulares ou não é uma decisão de cabe aos próprios surdos e seus familiares. Se eles sentem-se mais incluídos em classes especiais, eles devem ter seu direito garantido. Para tanto, é necessário que o poder público não interrompa os investimentos destinados a essas escolas especiais. Ao aluno surdo deve ser garantida a possibilidade de inclusão, mas não deve ser forçada. Nas escolas para surdos eles tem um atendimento diferenciado, onde tdos os proficionais se comunicam através de LIBRAS e esse ambiente estimula o desenvolvimento. POr outro lado, nessas escolas eles deixam de manter o convívio com pessoas não-surdas, dificultando a aceitação da sociedade e o desenvolvimento social do surdo. Portanto, acredito que a questão é complexa e que a opção deve ficar por conta da comunidade surda e de suas famílias.

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  8. Eu concordo com boa parte dos colegas, que colocam a idéia de inclusão sendo escolha ou não dos próprios alunos com necessidades.Cabe a escola saber incluir esse aluno de forma correta buscando uma inclusão além do "papel", uma inclusão de fato.(Guilherme Catto)

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  9. Concordo com o Mateus. Creio que o aprendizado de um aluno surdo seja muito mais produtivo em uma escola especializada para lidar com as especificidades dos surdos. Porém, a não inclusão destes alunos surdos em escolas regulares só faz a tardar a inclusão e "aceitação" dos surdos na nossa sociedade, onde existe muito preconceitos com eles.
    Dessa forma, também concordo com os colegas no que diz respeito que a decisão de frequentar uma escola especial ou não deve ser tomada pelo surdo(a) e sua família.

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  10. Também penso que a aprendizagem de um aluno surdo sera facilitada estando em uma escola especial, mas compreendo que aos poucos os surdos tambem podem estudar em uma escola nao especial, por que para as outras defeciencias tambem seria melhor uma escola especializada, e isso nao acontece com todas. Tambem seria positivo para o aluno conviver com pessoas nao surdas, pois depois do periodo escolar, e mesmo durante ele tera que enfrentar isso.

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  11. Acredito que toda inclusão acarreta um aumento na amplitude do conhecimento humano e que realmente precisa ser posta em ação, mas não pode ser a qualquer custo. Temos que ter uma discussão intensa sobre o assunto realizar modificações para que a médio e a longo prazo possa atingir tal objetivo. Hoje, fazer uma inclusão seria um pouco utópica, pois teríamos que jogá-los de qualquer jeito a uma situação que já é difícil para quem não possui um comprometimento em uma de suas funções sensoriais e estaríamos sendo muito imediatista por uma questão que precisa ser melhor discutida e posta em ação os resultados obtidos destes debates, porque ainda não sabemos a melhor forma de incluí-los.

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  12. o aluno surdo está envolvido em uma nova forma de acessibilidade para o aprendizado, ja que a questão afetada é a da comunicação. Desta forma para outras instâncias o aluno surdo esta completamente capacitado no que diz respeito ao aprendizado. O que deve ser feito é sim uma adaptação ao seus meios de vivência, de relações comunicativas para desta forma estabelecer uma acessibilidade maior em relação ao conhecimento. O professor em sala de aula, mesmo não sendo um comunicador de libras pode esforçar-se conferir um bom ensino, já que existem outros métodos de comunicação, com maior dificuldade claro, mas que ainda servem como incentivo ao conhecimento.

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  13. A inclusão do aluno com surdez é planamente possível desde que a escola possua estrutura para atender a tal aluno, o que signidica profissionais treinados em libras e auxílio para que, no caso da escola possuir alunos que não sejam surdos, crianças sem surdez possam aprender e se comunicar com pessoas que tenham surdez.

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