terça-feira, 13 de outubro de 2009

Autismo

1. Definição: Não é considerado deficiência mental, e sim uma desordem ou transtorno no desenvolvimento
2. Características Básicas: Não se sabe exatamente qual sua causa, embora haja a especulação de que seja de ordem genética. Pode aparecer desde o nascimento ou manifestar-se somente na juventude. Possui “graus” ou variantes, como a “Desordem Desenvolvimental Pervasiva” e o “Autismo Atípico”. Tal característica torna difícil o diagnóstico, que é feito simplesmente pela observação, tendo em vista a não existência de um teste específico para se descobrir o autismo.
3. Comportamento de um autista: O comportamento, muitas vezes iniciado na infância, repete-se por toda a vida. O indivíduo autista tem preferência por ficar sozinho e dificuldade para se relacionar, não olha nos olhos, e prende-se a determinados objetos. As crianças demoram a começar a falar e algumas só iniciam esse processo com a fonoterapia.
Durante o resto da vida, como já foi dito, é comum que persistam os sintomas, como a dificuldade e a resistência para a troca de rotina e dificuldade de relacionamento.
4. Tratamento: O autismo não possui cura, embora seja essa a esperança de muitos pais. Há variação do que se pode fazer de criança para criança. Muitos autistas, quando adultos, necessitam de cuidados institucionais. Já outras conseguem atingir um grande progresso com a psicoterapia, fonoterapia e educação especial. Existem ainda outras formas de tratamento como a Quelação, que se trata da desintoxicação de metais pesados; a Reorganização Neurológica, baseado no Método de Doman. O paciente é avaliado e aplicam-lhe exercícios de estimulação global, para produzir uma ponte entre cada fase de desenvolvimento. Ainda são usados outros tratamentos como a Imunoterapia Ativa ITA, Musicoterapia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional entre outros.

Pergunta para os colegas:

O autismo não tem cura comprovada, todavia podemos ver que cada vez cresce mais o número de tratamentos alternativos, sendo que muitos prometem a tão desejada cura. O resultado dessa busca desesperada são pais submetendo seus filhos a diversos tratamentos extravagantes, acreditando ser para o bem da criança. Mas a pergunta que fica é até que ponto esses tratamentos fazem bem para as crianças? Será que os pais ficam tão obstinados pela possibilidade de verem seus filhos “normais” que chegam muitas vezes a não conseguirem conviver com a situação real de seus filhos, trocando o tempo de convívio familiar com seus filhos por clínicas e por buscas de mais experimentos?

13 comentários:

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  2. Acredito que não se pode criticar o desejo um pai ou uma mãe, de que seu filho seja como a maioria das crianças, que não possuem transtornos ou quaisquer outras necessidades especiais.
    Entretanto, esse desejo não pode se tornar uma obsessão que pode inclusive comprometer a integridade física e/ou psicológica da criança ao submetê-la à uma gama de tratamentos até mesmo experimentais.
    Cabe aos pais reflexão e discernimento nessa "busca pela cura", que pelo menos ainda, não existe. O desejo da criança e sua disponibilidade para se submeter aos tratamentos também devem ser considerados pelos pais.

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  3. Concordo com o que o Bruno colocou. Não se pode julgar o desejo dos pais de que seu filho seja como a maioria das crianças que não possuem necessidades educacionais especiais. O problema é que a sociedade ainda é muito preconceituosa com relação a pessoas com necessidades especiais e isso acaba influenciando nas atitudes dos pais de forma direta ou indireta. Cabe aos pais a reflexão sobre o assunto, pois é provável que a busca desenfreada por curas pode vir a causar danos psicológicos, uma vez que além de sofrer preconceito por parte da sociedade, essa pessoa com necessidade especial não está sendo devidamente aceita dentro da sua própria casa.

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  5. Também concordo com os colegas no que diz respeito ao julgamento dos pais que tentam de tudo para conseguir uma melhora dos filhos. Até por que toda conclusão que tenhamos é apenas de uma visão do problema, não vivenciamos a situação de termos um filho autista para sabermos o real sofrimento que os pais passam. Eu realmente não concordo em submeter um filho a qualquer tipo de tratamento, mas, ao mesmo tempo, não sei qual seria a minha reação numa situação dessas. Acredito que nos casos em que os pais perdem o bom censo é importante os demais familiares e as pessoas mais próximas a eles tentarem alertá-los sobre o perigo que seus filhos podem estar correndo.

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  6. Acredito que alguns tratamentos que são muito fortes não façam bem à criança, como as injeções, podendo trazer outros males. Mas concordo com os colegas, pois como a criança autista na maioria das vezes tem dificuldade em se relacionar é compreensivem que os país busquem uma forma de poder se relacionar com seus filhos, como conversar, brincar, entre outras. Mas esse desejo precisa de limites para não causar outros problemas para a própria criança. Penso que os país devem julgar com clareza o que consideram formas adequadas para tentar reverter a situação (mas nao a qualquer custo).

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  7. No meu ponto de vista a convicência familiar juntamente com a busca de um estudo, de uma compreensão sobre o autismo, são peças fundamentais para o convívio para/com o autista. O que realmente inquieta é tentar entender como cada pai reage ao comportamento do filho. A maneira como avalio a situação acredito ser a mais positiva, porém seria injusto e egoísta querer que todas as famílias envolvidas com a situação de possuir um parente ou um filho autista tenha a mesma forma de pensar, aliás, poderia ter até mesmo uma idéia diferente se tivesse um exemplo na família. Tudo é imprevisível,ou seja, no que diz respeito a relação do autista e alheios(pais, parentes, responsáveis)deve-se encarar cada caso diferentemente e sem sombra de dúvidas a procura de um profissional que entenda do assunto quando necessário um auxílio externo.
    Sobre as pesquisas também não creio que seja condená-vel, também não apoio, mas novamene acresceto: Não se pode julgar as ações das pessoas sem relamente saber o que se passa entre elas, sem saber qual é a relação emotivas entre os pais e os filhos. Particularmente não concordo, mas é compreensível e não condenável.

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  8. Concordando com a Thiele. Não tenho como relacionar com precisão quais as atitudes corretas dos pais, que trariam benefícios para seus filhos com necessidades especiais. Até porque "atitudes corretas" é um termo muito relativo.
    Acredito que um pai na ância de ver seu filho "igual" as outras crianças acaba cometendo alguns extremos desnecessários, como a sobrecarga de tratamentos e/ou a super proteção. A pessoa com necessidades especiais devem ter a segurança da família para poder obter algum progresso no seu tratamento. Penso que os pais devem estimular dentro da própria família as relações de convívio.
    Entretanto isso é um daqueles casos que não existe "se", pois não sei se numa dessas situações eu seria capaz de agir na prática, da mesma forma que penso ser o correto.

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  9. Diovana...

    Concordo com que o Bruno e o Matheus colocaram não depende sos pais e sim da sociedade que impoem uma criança perfeita para cada familia mas vemos que em muitos casos isso não acontecem ainda mais que é copmprovado que uma criança com necessidade especial autista não tem cura creio que submete essa criançã a um tratamento seria um pouco perda de tempo pois para os apis esses tratamentos tinham que estar bem claros como uma ajuda para minimizar o sofrimeto dos pais e dos filhos.

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  10. É sempre complicado falar sobre o posicionamento que os pais devem tomar quando percebem que seus filhos precisam de cuidados especiais. A super proteção e a corrida pela “cura” algumas vezes podem prejudicar muito mais do que ajudar. Na realidade, há que se ter sempre bom senso na hora de educar os filhos, independente da existência de qualquer tipo de problema que ele possa ter.
    Eu acredito que deveria existir um acompanhamento psicológico de pais que possuem filhos com necessidades especiais, como o autismo, para que quando os pais começarem a exagerar com os “cuidados”, alguém tenha como orienta-lo melhor.

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  11. Esse é certamente um tema bastante polêmico. Qualquer pai sempre vai buscar os melhores tratamentos a disposição. Isso não é necessariamente negativo, desde que não se torne uma negação da deficiência. Ou seja, a esperança de cura não, de tornar seu filho "normal", não deve interferir na aceitação da condição dessa criança, na convivência familiar, no estímulo psicopedagógico e afetivo.

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  12. Uma vez que o tratamento não seja penoso e não prejudique a criança de forma alguma eu não vejo porque não aplica-lo. Não creio que a perspectiva de cura a qualquer custo seja a postura mais correta e sim a de um tratamento que possibilite uma melhoria na qualidade de vida do individuo, centrado não basicamente no resultado final e sim em um processo onde quadro melhore paulatinamente.

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  13. Temos que ter em mente que este assunto, para muitos, não é tão obvio. Estes pais, algumas vezes, não têm o esclarecimento amplo da questão. Os tratamentos estão aí para serem “desfrutados”, realmente precisando de cobaias. Os pais têm culpa sim, quando se chega nessa situação, mas não há um único culpado. A medicina, em sua busca insaciante por métodos de “cura”, sujeita suas cobaias humanas a quase tudo, assim em qualquer ciência quando não é desenvolvido tão bem o lado humano. A questão não é tão direta, exige reflexão de outros lados também. Sem falar de políticas que esclareçam melhor essa problemática. De repente pensando nesse ângulo não fica tão difícil de entrar nessas furadas, ainda mais se os pais realmente têm o preconceito como seu aliando.

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